BR4
Ilustração do artigo sobre comparativos da BR4, assistência Apple em Moema

Telas do iPhone do 13 ao 17: o que muda no reparo

ProMotion, Dynamic Island e o tamanho do painel mudam o preço e o risco da troca de tela. O que diferencia cada geração e o que perguntar antes de aprovar um orçamento.

Quando alguém pergunta quanto custa trocar a tela do iPhone, a resposta honesta começa com outra pergunta: qual modelo. Entre o iPhone 13 e o 17 a diferença não é detalhe de marketing. Ela muda o preço da peça, o risco da montagem e o que pode se perder num reparo feito às pressas.

O que já é igual em todos

Do iPhone 13 em diante, três coisas não mudam mais:

  • Todos são OLED, do iPhone 13 ao iPhone 17. O LCD ficou para trás com o iPhone 11 e o XR. Cada pixel emite a própria luz, o preto é preto de verdade e o painel é bem mais fino.
  • Todos têm Ceramic Shield na frente, o vidro reforçado que a Apple introduziu no iPhone 12.
  • Nenhum tem backlight separado. Nos modelos LCD antigos existia um circuito de iluminação na placa que podia falhar sozinho, dando tela preta com o painel bom. Esse cenário não existe mais.

Isso significa que, do 13 pra cima, tela preta com o aparelho vibrando é quase sempre o painel ou o flex de conexão, não um circuito auxiliar.

ProMotion: só nos Pro, e é fácil errar na peça

O ProMotion é a taxa de atualização variável, que vai de baixa frequência até 120 Hz. Ele chegou com o iPhone 13 Pro e ficou restrito à linha Pro por várias gerações. É também o que permite a tela sempre ativa nos modelos que têm o recurso.

Para o reparo, o que interessa é o seguinte: uma peça que não suporta ProMotion, instalada num aparelho que tem o recurso, entrega uma tela que funciona normalmente e roda a 60 Hz. O iOS não mostra erro. O aparelho simplesmente fica menos fluido, e o dono costuma achar que “ficou estranho” sem saber por quê.

É a razão número um para perguntar qual linha de peça está sendo usada quando o aparelho é Pro.

Dynamic Island: o que mudou na prática

O recorte na parte de cima da tela mudou de forma no iPhone 14 Pro, saindo do notch para a Dynamic Island. Do iPhone 15 em diante a Island passou a estar na linha inteira, e segue assim no iPhone 16 e no iPhone 17.

Quem ainda tem notch: iPhone 13, 13 mini, 14 e 14 Plus.

Para a troca de tela, o efeito é indireto mas real: os componentes que ficam nessa região, o módulo de Face ID e a câmera frontal, não vêm na peça nova. Eles são transferidos do conjunto antigo. Como o flex desses componentes passa pela borda da tela, é justamente na montagem apressada que eles se danificam.

Face ID que para de funcionar depois de uma troca de tela é um dos casos que mais chegam à bancada, e quase sempre a causa é essa. Está detalhado em Face ID não funciona.

Tamanho e espessura: por que o Pro Max quebra mais na montagem

Painel maior e mais fino é mais difícil de manusear sem deformar. Um Pro Max exige mais cuidado na abertura e no fechamento que um modelo base, mesmo sendo o mesmo tipo de tela.

Duas mudanças de linha que valem citar: o mini saiu de cena depois do iPhone 13 mini, e o Plus entrou no lugar a partir do 14. Se você tem um 13 mini, a peça é específica dessa geração e tende a ser menos comum.

True Tone: o dado que vive no painel

Cada tela sai de fábrica com dados de calibração próprios, que o iOS usa para o True Tone, o ajuste automático da temperatura de cor conforme a luz do ambiente.

Esses dados vivem no painel original, não no aparelho. Numa troca sem o procedimento de transferência, o True Tone some do menu de Ajustes e não volta sozinho. Na maioria dos modelos dá para transferir a calibração do painel antigo para o novo.

Se você já trocou a tela em algum lugar e reparou que o True Tone desapareceu, foi isso que aconteceu. Em boa parte dos casos é recuperável.

A queda que quebra a tela costuma quebrar mais coisa

Este é o ponto que mais economiza dinheiro de quem lê até aqui. Do iPhone 13 em diante, a traseira também é de vidro, e a queda que trinca a frente frequentemente trinca a de trás.

E aí entra uma diferença de geração que muda muito o orçamento: até o iPhone 13, e também no 14 Pro, a traseira é colada ao chassi e trocá-la exige desmontar quase todo o aparelho. A partir do iPhone 14 e 14 Plus, e em toda a linha do 15 em diante, a Apple redesenhou o interior e a traseira passou a sair de forma independente, o que barateou bastante o serviço.

Ou seja: um iPhone 13 e um iPhone 15 com o mesmo estrago podem ter orçamentos de traseira bem diferentes. Está detalhado em troca de vidro traseiro.

O que perguntar antes de aprovar uma troca de tela

Quatro perguntas que separam um orçamento sério de um chute:

  1. Qual linha de peça está sendo usada, e o que muda em brilho, cor e garantia.
  2. Se a peça suporta ProMotion, no caso de aparelho Pro.
  3. Se o True Tone será preservado no seu modelo.
  4. O que foi testado além da imagem: Face ID, sensor de proximidade, câmera frontal e alto-falante superior.

Na BR4, em Moema, esses itens são conferidos antes de fechar o orçamento, porque queda que quebra tela costuma trazer outras avarias que só aparecem no teste. Veja como funciona a troca de tela de iPhone em Moema.

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