BR4
Ilustração do artigo sobre dicas da BR4, assistência Apple em Moema

Como evitar os acidentes que mais quebram iPhone

Quase todo reparo que chega à bancada vem de cinco situações repetidas. Saber quais são e o que fazer em cada uma evita a maior parte dos danos.

Quem trabalha em bancada percebe rápido que os aparelhos não chegam por mil motivos diferentes. Chegam pelos mesmos cinco, repetidamente. Este texto é sobre esses cinco, e sobre o que realmente muda o resultado em cada um.

1. A queda de menos de um metro

A intuição diz que o perigo é a queda alta. Na prática, a que mais quebra tela é a banal: do bolso ao levantar, da mão para o chão do banheiro, da mesa de cabeceira.

O que decide se quebra ou não raramente é a altura. É em que o aparelho bate e por qual parte. Queda de canto concentra todo o impacto num ponto, e é a que mais trinca vidro e desloca componente na placa. Queda de costas sobre superfície plana, na mesma altura, muitas vezes não faz nada.

Por isso capa com borda elevada nos quatro cantos protege mais que capa de silicone lisa, mesmo sendo mais fina. A borda impede que a tela e o canto encostem primeiro.

2. Resistência à água não é impermeabilidade

Aqui há muita informação errada circulando, inclusive em texto antigo do nosso próprio site, que dizia que o iPhone não é resistente à água. Isso está desatualizado.

Do iPhone 7 em diante os aparelhos têm certificação de resistência (IP67 ou IP68, conforme o modelo). Mas três coisas importam:

  • A certificação é medida em laboratório, com o aparelho novo, em água parada e limpa.
  • A vedação se degrada com o tempo, com quedas e com qualquer abertura anterior.
  • A garantia da Apple não cobre dano por líquido, mesmo nos modelos certificados.

Ou seja: seu iPhone provavelmente sobrevive à chuva. Não conte com ele na piscina, no mar ou embaixo do chuveiro, principalmente se já tem alguns anos ou já foi aberto.

Se molhar, o que você faz nos primeiros minutos decide mais que o modelo. Está detalhado em o que fazer quando o iPhone molha.

3. Calor, que quebra devagar

Calor não produz um acidente com hora marcada, e por isso passa despercebido. Ele degrada a bateria de forma permanente e, em casos extremos, afeta a placa.

Os cenários que mais aparecem:

  • aparelho no porta-objetos ou no painel do carro sob sol;
  • carregando embaixo do travesseiro ou do cobertor;
  • jogando por horas com o aparelho na tomada ao mesmo tempo;
  • capa grossa durante carregamento sem fio.

A Apple indica uso entre 0 °C e 35 °C. Quando o iOS mostra o aviso de temperatura, ele já está se protegendo: tire a capa e pare de usar até esfriar.

4. Cabo e fonte baratos

Esse é o dano silencioso que mais custa caro. Fonte de qualidade duvidosa entrega tensão instável, e instabilidade vira calor e estresse no circuito de carga da placa lógica.

O detalhe cruel é que o prejuízo não aparece no cabo. Aparece meses depois, num aparelho que “parou de carregar” e cujo reparo é bem mais caro que a economia feita na fonte.

Se o seu já dá sinais disso, vale ler o que fazer quando o iPhone não carrega.

5. Fiapo de bolso na porta de carga

Parece brincadeira, mas é uma das causas mais frequentes de “meu iPhone não carrega”. O bolso deposita fiapo na porta, o cabo compacta esse fiapo no fundo a cada conexão, e chega um ponto em que o conector não encosta mais nos pinos.

Sinal clássico: o cabo só funciona em uma posição, ou precisa ser empurrado com força.

Se for tentar limpar em casa, nunca use objeto metálico. Pino entortado transforma um problema de dois minutos numa troca de flex. Palito de madeira, com o aparelho desligado e muita paciência, é o limite seguro.

O hábito que salva mais que todos os outros

Backup. Ele não evita nenhum acidente, mas muda completamente a consequência de todos.

Tela quebrada com backup em dia é um transtorno de um dia. Sem backup, pode ser a perda de anos de fotos. Ative o iCloud em Ajustes, ou conecte no computador de vez em quando. É o passo que mais reduz o estrago e o único que não depende de sorte.

Quando o acidente já aconteceu

Duas regras valem para praticamente todos os casos:

  1. Não insista. Aparelho que não liga não melhora ficando horas no carregador, e aparelho molhado piora a cada tentativa de ligar.
  2. Não deixe para depois. Trinco aberto deixa entrar poeira e umidade. Oxidação avança sozinha. Os dois transformam um reparo simples em um reparo de placa.

A BR4 fica na Alameda dos Jurupis, 1453, em Moema. Se o acidente já aconteceu, manda o modelo e o que houve pelo WhatsApp que a equipe indica o próximo passo.

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