BR4
Ilustração do artigo sobre dicas da BR4, assistência Apple em Moema

Vale a pena consertar o iPhone ou comprar outro?

Uma conta de três variáveis resolve a dúvida na maioria dos casos. E existem quatro situações em que consertar é decisão fácil, mesmo em aparelho antigo.

Essa é a pergunta que trava mais gente na porta da assistência, e a resposta honesta não é “sempre conserte”. Existem casos em que o reparo não compensa, e uma loja séria diz isso.

Este texto é o raciocínio que a gente usa na bancada para orientar quem está em dúvida.

A conta que resolve a maioria dos casos

Compare o valor do reparo com o valor de revenda do seu aparelho hoje, não com o preço que você pagou nele.

A referência prática:

  • Reparo até 30% do valor do aparelho: compensa quase sempre.
  • Entre 30% e 50%: depende dos outros fatores abaixo.
  • Acima de 50%: vale pensar bem, e pode ser hora de trocar.

Para achar o valor de revenda, procure o seu modelo exato, com a mesma capacidade, em sites de usados e veja pelo que aparelhos em bom estado estão saindo de verdade.

Um detalhe que muita gente ignora: um iPhone com a tela quebrada perde muito mais que o custo do conserto na revenda. Quem compra usado desconta pesado no aparelho quebrado, porque assume o risco de haver outro problema junto. Então mesmo que você vá vender, consertar antes costuma dar lucro.

Os quatro fatores que mudam a conta

1. Quanto tempo o aparelho ainda recebe atualização. A Apple dá suporte de iOS por muitos anos, bem mais que a média do mercado. Um aparelho que ainda vai receber atualização por anos é um aparelho com vida útil pela frente. Se o seu já parou de receber, isso pesa contra o reparo.

2. O estado geral, não só o defeito atual. Se além da tela quebrada a bateria está em 76%, a traseira trincada e o conector falha, você não tem um reparo, tem quatro. Some tudo antes de decidir.

3. Quantos donos e quantos reparos anteriores. Aparelho que já foi aberto várias vezes, principalmente por mãos diferentes, acumula vedação comprometida e flexes cansados.

4. Se houve queda com líquido envolvido. Aparelho com histórico de oxidação pode apresentar falhas novas depois, mesmo com o reparo atual bem feito. Isso não impede o conserto, mas entra na conta.

Quatro situações em que consertar é decisão fácil

Aparelho recente com tela ou traseira quebrada. O reparo é uma fração do valor do aparelho, e o estrago derruba a revenda muito além do que custa consertar. Aqui nem se discute.

Bateria abaixo de 80%, com o resto bom. É o reparo com melhor relação custo e benefício que existe na linha. Devolve autonomia e desempenho por um valor pequeno perto de trocar de aparelho.

Os seus dados estão lá dentro. Se o aparelho não liga e você não tem backup, o valor do reparo compete com fotos e conversas que não têm preço. Nesse caso a conta é outra, e a prioridade muda: avise que recuperar o conteúdo vem antes.

Você usa o modelo por um motivo. Quem tem 13 mini por causa do tamanho, ou prefere botão home, não encontra substituto novo no mercado. Manter o aparelho vivo é a única forma de continuar com o que você quer.

Quando eu não consertaria

  • Modelo muito antigo, já sem atualização de iOS, com reparo caro.
  • Placa com dano extenso por líquido, em que a chance de recuperação é baixa e o custo alto.
  • Vários defeitos somados ultrapassando o valor do aparelho.
  • Aparelho já reparado várias vezes por diferentes lugares, com sinais de montagem forçada.

Nesses casos, uma assistência honesta diz que não vale. Reparo do qual o cliente se arrepende não é bom negócio para ninguém.

“Mas se eu trocar, eu ganho um aparelho novo”

Vale colocar os dois lados na mesma balança. Trocar significa gastar o valor cheio de um aparelho, não a diferença. Mesmo vendendo o antigo, a diferença costuma ser várias vezes o custo de um reparo.

E tem um ponto que quase ninguém calcula: o aparelho quebrado que você vai vender vale muito menos. Consertar antes de vender costuma render mais do que o reparo custou.

O caminho para decidir sem chutar

Não dá para responder isso sem ver o aparelho, e desconfie de quem responde. A sequência que funciona:

  1. Peça o diagnóstico. Sem saber a causa real, qualquer valor é chute. Um “não liga” pode ser bateria ou reparo de placa, com custos muito diferentes.
  2. Peça o orçamento completo, incluindo o que mais foi encontrado no teste, não só o defeito que você relatou.
  3. Compare com o valor de revenda real do seu modelo, hoje.
  4. Considere seus dados, se eles estiverem em risco.

Na BR4, em Moema, o diagnóstico vem antes do orçamento justamente para essa conta existir. E quando o reparo não compensa, a gente diz.

Manda o modelo e o que aconteceu pelo WhatsApp que a equipe já dá o primeiro encaminhamento.

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